O Sonho e o Espinho
O
mundo me fere com espinho
Eu
espeto o mundo com meu sonho
Espinho
de dor
Do
corpo e da alma
Sonho
do tempo
Que
passa sem calma
Nem
bem saí do ovo
E
minha mãe morreu
Nem
bem nasci de novo
E
escureceu
O
espinho
Do
mundo
Um
sonho impossível da vida
O
vinho
Fecundo
Desespero
de uma consciência perdida
A
dor e o sabor
Da
mulher e do vinho
O
sonho
Que
um dia arranca o espinho.
Rio,
1997
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